domingo, 31 de outubro de 2010

Matéria com a Isabella em 2005

“Não sou uma burrinha qualquer, tenho bagagem cultural legal. Quero mostrar isso no programa. A modelo tem o estereótipo de só falar amenidades, futilidades’’


“Ele me coloca lá em cima, me trata como uma princesa, grava meus programas”, diz Isabella, sobre Stefano Hawilla, com quem namora há um ano e nove meses


Isabella guarda o vestido de noiva com o qual se casaria com Ricardo Mansur: “Quero usá-lo. Só espero que não fique amarelo. Se eu demorar, vou casar de amarelo!”, diz ela


Ela caminhava na direção de um vagão em manutenção da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) quando foi abordada por um senhor: “Você não é a Isabella Fiorentino?” Um aceno positivo e a modelo – e agora apresentadora da Record – já encarava um bate-papo. “Você não trabalha lá no Tudo a Ver? Ô, menina, esses dias você pegou uma aranha na mão! Sua maluca!”


Assédio parecido passou a acontecer no aeroporto e até na internet. “Na minha página no Orkut um trilhão de pessoas que eu não via há anos me convidam para ser amiga. Sabe gente que nunca ligou? Aí, hoje, fala: ‘Não sei se você vai se lembrar de mim, mas eu sou aquela pessoa patati-patatá’.”



Aos 28 anos, 15 como modelo, ela festeja três meses de tevê à frente do quadro “Estilo com Isabella Fiorentino” no programa Tudo a Ver, apresentado por Paulo Henrique Amorim e Patrícia Maldonado. “Isabela não é apenas linda. É divertida, inteligente e tem grande capacidade de olhar para a câmera como quem olha para você ou para mim”, atesta o experiente Paulo Henrique.


Recentemente, Isabella ficou 10 dias fora do ar para retirar um pólipo nas cordas vocais e colocar silicone nos seios. “Sempre quis ter mais peito, mas tinha medo da cicatriz e meu peito era bonitinho. Mas sou geminiana e um dia resolvi colocar. Quinze anos pensando e decidi em dois dias”, diz ela, que não revela quantos mililitros pôs.


Isabella guarda o vestido de noiva com o qual se casaria com Ricardo Mansur: “Quero usá-lo. Só espero que não fique amarelo. Se eu demorar, vou casar de amarelo!”, diz ela

O gosto de Isabella pela carreira artística vem da infância. Aos 10 anos, com uma filmadora num tripé, dentro de casa, ela fingia entrevistar Madonna e atrizes famosas. Aos 13, começou a fazer trabalhos como modelo, mas não perdeu o lado teatral. “Gosto de imitar, brincar, interpretar. Eu imitava minhas amigas, o jeito de falar, o tipo de voz. Tenho tudo gravado.”

Isabella, porém, nunca fez cursos para aprimorar o talento. Adquiriu vasta bagagem e desenvoltura com as viagens e eventos como modelo. E dá graças a Deus pela formação que teve em casa. Quarta dos seis filhos de Mario e Jane Fiorentino, ela estudou no Dante Alighieri, tradicional colégio paulistano e fala três línguas. Sua mãe é apaixonada por música clássica e Isabella sempre acordou com o som do piano da mãe. “Não sou uma burrinha qualquer, tenho bagagem cultural legal. Quero mostrar isso no programa. A modelo tem o estereótipo de só falar amenidades, futilidades. E, como sou avessa a isso, decidimos mesclar moda com comportamento.”



Fora do ar, Isabella fotografa, desfila e ministra workshops de moda nas horas vagas. Também segue firme com o namoro com o empresário Stefano Hawilla. “Meu namorado é muito fofo. Amo ele. Me coloca lá em cima, me trata como uma princesa.” Os dois estão juntos há um ano e nove meses. Isabella, porém, nem pensa em deixar a casa da mãe, com quem mora junto com uma irmã. “Nunca moraria com namorado. Amo minha casa, minha família, meu quarto, minha vidinha. Sairia de casa só para casar.”



Isso quase aconteceu. Em 2002, Isabella rompeu um noivado com Ricardo Mansur, atual namorado da atriz Luana Piovani. O enxoval e o vestido, que ela mesma desenhou, estão guardados. “Quero usá-lo. Só espero que não fique amarelo. Se eu demorar, vou casar de amarelo!”, diverte-se a apresentadora. Hoje, ela garante, lida muito bem com essa frustração. “Dou risada.” A seguir, Isabella conta como foi a transformação de modelo de renome em apresentadora, as surpresas e as gafes da nova profissão.



A estréia

‘‘Fiz um piloto na Record e pediram para eu estrear dia 8. Aí, adiei a operação (ela operou as cordas vocais). A primeira matéria que fiz foi sobre mulheres de quadris largos. Entrevistei pessoas em suas casas, na academia. No dia seguinte eu teria de estar às 16 h na Record para entrar ao vivo. Acordei tranqüila, tomei um solzinho, e às 14 h estava numa loja escolhendo a roupa que iria vestir. Lá, as pessoas me falavam: ‘Isabella, você vai estrear daqui a pouco, não está nervosa?’ E não estava. Sabe o que eu pensei antes de ir ao ar? Que era mais um programa onde eu iria ser entrevistada. Assim fiquei segura.”



Gafes

‘‘Certo dia, foi ao palco um treinador de animais silvestres com uma cacatua (espécie de papagaio). Daí, com a cacatua na mão, fiquei batendo papo com ele. Quando a devolvi, meu braço estava todo ensangüentado (mostra as feridas). Cheguei em casa e minha mãe já estava com uma farmácia pronta. Outro dia, fui gravar com uns camelôs. Entrevistava as pessoas, dava dicas de compras, quando uma vendedora começou a me xingar. Estava falando sobre a barraca de comida dela, dizendo que, se as pessoas que faziam compras estivessem com fome, poderiam comer uma lingüiça, um lanche. Aí, ela falou: ‘Vocês não deixam a gente trabalhar mesmo!’ Eu sou meio esquentadinha e comecei a bater boca com a mulher, do tipo: ‘Também tô trabalhando, ganhando dinheiro honestamente. Você tá achando que só porque é camelô é melhor do que eu’. Aí, eu disse no final: ‘E quer saber? Eu ia comer sua lingüiça, mas agora, não vou mais, porque a senhora é muito grossa!’.”



Autocrítica

‘‘Eu passo muito a mão no cabelo e mexo demais as mãos. Falei para o Paulo Henrique que queria ficar mais contida e ele disse: ‘Não, quero a espontaneidade’. Por outro lado, tenho o pensamento rápido na hora de fazer uma brincadeira. O Tudo a Ver é um jornalismo leve, não é sério, engessado. Outro dia, havia uma enquete: ‘Qual a maior loucura que você faria para não ter celulite?’. Uma das opções era ‘dar um beijo cinematográfico no Severino Cavalcanti (ex-presidente da Câmara)’. Aí, eu disse: ‘O quê? Prefiro ficar lotada de celulite a beijar aquele homem’. Sou assim. Minha sogra fala: ‘Belinha, a gente te assiste e parece que você tá aqui na sala de casa’.”

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